Ronan diz:
será que ja foi???
vou cantar uma canção...
hummmm....
"não sei andar sozinho, por estas ruas, sei do perigo, que nos rodeia, pelo caminho...
não há sinal de cais, mas tudo se acalma... no seu olhar.
nao quero ter mais sangue morto nas veias, quero um abrigo, do teu abraço que me incedeia...
não ha sinal de caos mas tudo se acalma... no seu olhar.
vc parece comigo nem o senhor lhe acompanha, vc tb se da um beijo da abrigo...
flor na janela da casa, olho no seu inimigo, vc tb se da um beijo da abrigo...
se da um riso da um tiro!
boa noite guria!!!
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O poeta não morreu, foi ao inferno e voltou!
Querido Diário (Tópicos para uma semana utópica)
Composição: Cazuza
Segunda-feira:
Criar a partir do feio
Enfeitar o feio
Até o feio seduzir o belo
Terça-feira:
Evitar mentiras meigas
Enfrentar taras obscuras
Amar de pau duro
Quarta-feira:
Magia acima de tudo
Drogas barbitúricos
I Ching
Seitas macabras
O irracional como aceitação do universo
Quinta-feira:
Olhar o mundo
Com a coragem do cego
Ler da tua boca as palavras
Com a atenção do surdo
Falar com os olhos e as mãos
Como fazem os mudos
Sexta-feira:
Assunto de família:
Melhor fazer as malas
E procurar uma nova
(Só as mães são felizes)
Sábado:
Não adianta desperdiçar sofrimento
Por quem não merece
É como escrever poemas no papel higiênico
E limpar o cu
Com os sentimentos mais nobres
Domingo:
Não pisar em falso
Nem nos formigueiros de domingo
Amar ensina a não ser só
Só fogos de São João no céu sem lua
Mas reparar e não pisar em falso
Nem nas moitas do metrô nos muros
E esquinas sacanas comendo a rua
Porque amar ensina a ser só
Lamente longe por favor
Chore sem fazer barulho
Composição: Cazuza
Segunda-feira:
Criar a partir do feio
Enfeitar o feio
Até o feio seduzir o belo
Terça-feira:
Evitar mentiras meigas
Enfrentar taras obscuras
Amar de pau duro
Quarta-feira:
Magia acima de tudo
Drogas barbitúricos
I Ching
Seitas macabras
O irracional como aceitação do universo
Quinta-feira:
Olhar o mundo
Com a coragem do cego
Ler da tua boca as palavras
Com a atenção do surdo
Falar com os olhos e as mãos
Como fazem os mudos
Sexta-feira:
Assunto de família:
Melhor fazer as malas
E procurar uma nova
(Só as mães são felizes)
Sábado:
Não adianta desperdiçar sofrimento
Por quem não merece
É como escrever poemas no papel higiênico
E limpar o cu
Com os sentimentos mais nobres
Domingo:
Não pisar em falso
Nem nos formigueiros de domingo
Amar ensina a não ser só
Só fogos de São João no céu sem lua
Mas reparar e não pisar em falso
Nem nas moitas do metrô nos muros
E esquinas sacanas comendo a rua
Porque amar ensina a ser só
Lamente longe por favor
Chore sem fazer barulho
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Enxaqueca
Nem com o mais forte entorpecente, ou o mais potente calmante
Nem o brilho vazio de uma solitária estrela, árdua e impotente
Aproxima-me do que a vida se propõe
Sinto no olhar da derrota a proximidade do caos
Egos solitários buscam proteção fora do altruísmo
Longe dos abraços apertados dos lobos
Como monges discretos se multiplicam feito sombras na tirania da noite
Forçados pela fome lamentam pela miséria de esperança
Cuidam-se para se sentirem vivos
Feito pedras passam insólitos pelo mundo
Rodeados por vermes, e moribundos sociais
Resta o limite, entre o penar e o fim
A dor assola o corpo e a alma
Feito chagas eternas, e ternas
Que se solidificam e se apropriam do que de fato...nos tornamos
Shirley R............................................................................14/01/11
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
pés descalços
Um anjo descalço passou por aqui, e sentiu o prazer de ser simples
E combinou a vista esplendorosa do universo, que era emita pelo reflexo de seus olhos
Com o ardor do por do sol no verão
E se atentou pela madrugada insana e saboreou a desvirtude de ser dama a meia noite
De ser palhaço sem sorrisos e ator sem aplauso
Ele contou com a limitada caridade humana... Que nada tinha a oferecer neste momento
Sorriu ao ver a ratazana correndo pelo encanamento desativado de uma fábrica
Suplicou o olhar do poeta, que se embebedava no boteco sujo.
E pousou seu olhar cansado ao desenho de um artista que, por inspiração, observava a velha doente na janela da esquerda do seu quarto cheirando mofo.
Suspirou ao perceber o ódio do filho abusado
Ausentou-se ao pedido de súplica da mãe desajustada, ao ver o filho marginalizado pela carência de afeto.
Mas...
Em dado momento, reconheceu na centelha de fé de cada um deles, a manifestação daquele universo, que reconhecera, antes da madrugada.
E fez florescer a flor do lixo que se tornara
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
PROFANO
Como um livro de possibilidades crio o universo dos meu próprios saberes
reviro cada sílaba de minhas sentenças...
sentença de morte em vida!
papel rasgando minhas mãos
ruídos rompendo muros, girando moinhos
flores enfeitando cortiços,
sem vida, plastificadas e delas extraídas a beleza inadequada de estar ali...estática,
débil, inodora...
Suspiros falsos...
Desejos descalsos
Calçadas em ruínas...abaixo de pés empoeirados e envergonhados de não conseguir o célebre...pão de cada dia
Rotinas deslumbram o ensaio de ser assim...tão nobre, tão autênticos...tão maciços!
Temos o poder de manter o Poder sobre o nosso poder!
De sermo iguais...em nossas diferenças
Mas o que estamos tentando ao expulsar de nosso olhar..o sublime?
A magia está mas mãos das fadas?
Ou perderíamos muito tempo elaborando devaneios sobre o desconhecido?
Ainda prefiro o insano, o improvável, o inexplicável, o PROFANO!
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
O Q?
o solo parece um pântano...me sugando pelo desejo perdido com as realizações...as desilusões.
sinto-me presa pelo pescoço, atolada de decepções, de angústia.
O olhar piedoso, é o que menos desejo.
E prazer nenhum se sustenta.
A alegria desce pelas minhas entranhas como uma dose de destilado, seco, avassalador. A mais barata caninha, o mais tímido sabor. o inconsistência, de ter de olhar de longe,
como em um campode força...todas as pulsões, se misturando, se associando e desagregando...
e eu...ali, estática,
engessada como uma boneca falsa, como uma roupa desbotada, obsoleta
As Brumas....densas, se misturam ao peso do meu coração
Já não confio em sanidades...prefiro a loucura
estou às margens...Esperando a morte chegar!
Quem é a minha morte? Quem é a minha amiga?
sinto-me presa pelo pescoço, atolada de decepções, de angústia.
O olhar piedoso, é o que menos desejo.
E prazer nenhum se sustenta.
A alegria desce pelas minhas entranhas como uma dose de destilado, seco, avassalador. A mais barata caninha, o mais tímido sabor. o inconsistência, de ter de olhar de longe,
como em um campode força...todas as pulsões, se misturando, se associando e desagregando...
e eu...ali, estática,
engessada como uma boneca falsa, como uma roupa desbotada, obsoleta
As Brumas....densas, se misturam ao peso do meu coração
Já não confio em sanidades...prefiro a loucura
estou às margens...Esperando a morte chegar!
Quem é a minha morte? Quem é a minha amiga?
domingo, 21 de novembro de 2010
amanhã
Lembrando do ontem..imagino o amanhã!
Sobre o amanhã....incertezas
dúvidas que nos aprisionam em cárceres fantásticos de ilusões
Não se sabe que som habitará nossos ouvidos,
que atividade de labor nos reserva o mundo
O que irei aprender?
O amanhã nos reserva o fim, e talvez a soberania
Nos reserva o que não foi reservado.
Meus ideais e minhas músicas...se tornarão obsoletas...arcáicas.
" E o meu futuro...é duvidoso"
Me escraviso no hoje, em prol do futuro, que nem sei se virá!
Sobre o amanhã....incertezas
dúvidas que nos aprisionam em cárceres fantásticos de ilusões
Não se sabe que som habitará nossos ouvidos,
que atividade de labor nos reserva o mundo
O que irei aprender?
O amanhã nos reserva o fim, e talvez a soberania
Nos reserva o que não foi reservado.
Meus ideais e minhas músicas...se tornarão obsoletas...arcáicas.
" E o meu futuro...é duvidoso"
Me escraviso no hoje, em prol do futuro, que nem sei se virá!
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Eu to na tv! rsrrsrsr
vai viver sua vida...pena de liberdade perpétua, estamos sempre presos do lado de fora de um abraço
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
As vezes confundo saudade com infinito
E acabo por me confiscar a felicidade, e entra em cena a ansiedade
Perturba-me a ausência
Os cheiros e os sons, que se fundem nas lembranças daquilo que, de forma excêntrica,
apresenta-se como um delírio saboroso, que não aparece como um infortúnio, e sim como uma pequena degustação do quão sublime os símbolos que ali são representados
Rostos, momentos, virtudes e até sofrimentos.
A solidão é sempre amparada pelo o que se foi com a areia da ampulheta
E essa se esconde entre os dedos para que se mantenha vivo os momentos, os conflitos, os afetos...
Entre o labirinto das idéias renasce a cada instante uma oportunidade de registrarmos o nosso brasão individual, de darmos o sentido e o valor necessário, para cada fragmento de existência!
Imagino-me militando sempre a favor de proteger cada fruto daquilo que me representa... E às vezes algo se perde... Algo se rebela contra os meus próprios anseios.
E me sinto impotente! A condição humana me apavora!
Insônia
Insônia, insólita...
Permaneço perplexa em questionar as magnitudes da vida!
Sinto o fracasso de tentar descalçar minhas pálpebras... que teimam em deslizar delicadamente,
me fazendo sentir, tão embasbacada, como que se estivesse dopada, porém, se mantém abertas, seguindo o seu próprio ritmo, autônoma e insistente em me garantir...uma noite acordada!
Transitam pensamentos oriundos há anos, que se conectam as vivências atuais, tornando minha compreensão egóica, cada vez mais paradoxal.
Escuto o som do amanhecer, com seus carros direcionados ao trabalho, com suas aves saboreando o nascer do sol.
Escuto AM informando as novas notícias arcaicas, empoeiradas pela condição humana, intrínseca, mortífera... do outro lado da horta!
Percebo realidades que outrora nem existiam, pela correria da contemporaneidade, pelas responsabilidades de ser gente!
Fantasio o passado e reinventando histórias... Pratico o futuro, conduzindo fantasias... Procuro no google coisas que nunca quis saber. Ouço poesias para descarregar o meu prazer.
E ainda sim... Irrita-me não estar ali, deitada, construindo realidades desconexas, realizando desejos obscuros, idealizando condições de que nunca me lembrarei, bailando ente mitos e tabus, sonhando.
Sonhos
A cada imagem proferida, a cada revelação da ausência.
A manifestação incestuosa
A briga mal resolvida
O desejo imperando, mas covardemente se afasta ao nascer do dia.
A escuridão é testemunha da atitude nefasta que se afasta com a culpa moral
Nos perdemos nos delírios sombrios, e desejamos que fosse verídico cada assassinato , cada beijo, cada transa
Não há anormalidade, só resposta da libido.
Arte profunda de nós mesmos
Redundância do passado, expectativa do futuro.
Solidão sombria e voraz, que permanentemente mantemos.
Virtudes corrompidas, realizadas.
Sonhar para viver aquilo que deveria ser vivido.
Que as máscaras virem ruínas e que o GOZO impere.
Que desmanche as normas assim como as maquiagens bem feitas que revelam a perfeição.
Que as roupas se desfaçam, se dissolvam e que a nudez ofereça-nos prazer e calmaria.
Que as metáforas se fundem com a literalidade da vida.
E que se realize ali, no profundo REM, todas as elaborações individuais de cada ser.
SHIRLEY SOUZA
16.03.10
domingo, 14 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Cada dia que passa...
Os herois e bruxas são os mesmos
Autores e atores do mesmo espetáculo
O lastimável caminho entre os tortos desafios
Ouvi meu coração bater desacelerado, frente as precárias soluções da vida
Vi um anjo embasbacado olhar do alto, as misérias humamas
Senti minha pele se contrair e murchar diante do tempo, do sol, do frio
Percebi que o amor estava a quilômetros
E que a solidão, sonhava saborear minha derrota
com um sorriso como o de um palhaço perveso, que se direciona a um objeto de fetiche
Sinto dor no frio, e um avasalador calor, simultaneamente,E emergem frente ao medo do risco
Risco de não encontrar na estrada, a linda imagem que um dia construi de ti...
E por coincidência, ouvi o som de sirenes anunciando o fim de um desconhecido
O desconhecido se presentifica...e as margens do novo, me convido a perplexidade!

Sim.... a agressividade é ontológica, uma condição intrínseca ao ser humano!
Shirley Souza........................................................................neste momento!
Autores e atores do mesmo espetáculo
O lastimável caminho entre os tortos desafios
Ouvi meu coração bater desacelerado, frente as precárias soluções da vida
Vi um anjo embasbacado olhar do alto, as misérias humamas
Senti minha pele se contrair e murchar diante do tempo, do sol, do frio
Percebi que o amor estava a quilômetros
E que a solidão, sonhava saborear minha derrota
com um sorriso como o de um palhaço perveso, que se direciona a um objeto de fetiche
Sinto dor no frio, e um avasalador calor, simultaneamente,E emergem frente ao medo do risco
Risco de não encontrar na estrada, a linda imagem que um dia construi de ti...
E por coincidência, ouvi o som de sirenes anunciando o fim de um desconhecido
O desconhecido se presentifica...e as margens do novo, me convido a perplexidade!

Sim.... a agressividade é ontológica, uma condição intrínseca ao ser humano!
Shirley Souza........................................................................neste momento!
domingo, 7 de novembro de 2010
Silêncio
Um grito sombrio no meio da multidão
sem sinais de clareza, ou de decisão
Virtudes desprezadas...por equívocos
Falta-me a compreensão, falta te a tolerancia!
Caminho sonolenta pelos caminhos da vida, sem perceber o que de fato me cerca
Meus sonhos que se misturam a minha vigília
Meu medo, e o lamento da solidão
e a certeza de que minha segurança se encontra
em meio as minhas convicções!
Olho para a lua e espero a chegada de uma bruxa cheirando hortelã
E sinto-me tentada a viver em uma redoma fantástica de deslumbramentos, como ....Dom Quixote
sem sinais de clareza, ou de decisão
Virtudes desprezadas...por equívocos
Falta-me a compreensão, falta te a tolerancia!
Caminho sonolenta pelos caminhos da vida, sem perceber o que de fato me cerca
Meus sonhos que se misturam a minha vigília
Meu medo, e o lamento da solidão
e a certeza de que minha segurança se encontra
em meio as minhas convicções!
Olho para a lua e espero a chegada de uma bruxa cheirando hortelã
E sinto-me tentada a viver em uma redoma fantástica de deslumbramentos, como ....Dom Quixote
Shirley Souza.................................07/11/10
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Finado dia dos finados
Hoje constatei o que a teoria me trazia de incorrigível
Que somos seres para o fim, que caminhamos em passos largos para nos sucumbirmos as suas mazelas,
e vitimizamos,
e culpamos o Outro pelas nossas chagas!
Não nos responsabilizamos pelas nossas próprias limitações.
E nunca respeitamos nossos desejos plenamente
Afinal, são tão insanos e desonrosos
tão nebulosos...tão mutáveis,
A cada passo do ponteiro ele se renova, como os pensamentos obnubilados
As nuvens grossas e cinzas de pensamentos normativos, se fazem presente...e nos condiciona feito roedores experimentais de uma sala branca e inodora.
Ruídos intermináveis de desesperança tocam minhas entranhas e fazem do martelo, um intrumento de tortura!
Como caminhar em meio a tantos corpos desfalecidos e semi-mortos, munidos de desprazer!?
Como uma flor insistente, no meio da orla de um vulcão!
Com um coração pulsando ao encontro do inesperado!
Shirley Souza................................................................................................................02/11/10
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